quinta-feira, 20 de junho de 2013

Questões gramaticais

Hora da risada

 "O assassino era o escriba"

 Paulo Leminski

Meu professor de análise sintática era o tipo do sujeito inexistente.
Um pleonasmo, o principal predicado da sua vida, regular como um paradigma da 1ª conjugação.
Entre uma oração subordinada e um adjunto adverbial, ele não tinha dúvidas: sempre achava um jeito assindético de nos torturar com um aposto.
Casou com uma regência.
Foi infeliz.
Era possessivo como um pronome.
E ela era bitransitiva.
Tentou ira para os EUA.
Não deu.
Acharam um artigo indefinido em sua bagagem.
A interjeição do bigode declinava partículas expletivas, conectivos e agentes da passiva, o tempo todo.
Um dia, matei-o com um objeto direto na cabeça.
 

domingo, 16 de junho de 2013

Variantes linguísticas

Variedades linguísticas - a Língua Portuguesa é linda e riquíssima!

Ensinar que o Português tem muitos falares é nossa função diária.  Ensinar que essas diferentes maneiras de falar e se expressar devem ser respeitadas por todos é nosso dever diário.
Olha que LEGAL Caião !!!

Leitura - aventura e paixão




"A leitura como aventura e paixão" é um texto fantástico de Moacyr Scliar que PIQUENIQUE DA LEITURA traz para demonstrar que a leitura deve ser ensinada a nossos filhos e alunos com amor, dedicação e paciência. 


"Na leitura, a gente avança pelo método de tentativa e erro, de aproximações sucessivas. Em resumo, proibir ou censurar, não. Recomendar, debater, ensinar, sim. Vivemos num mundo cheio de imperfeições e perigos, e o que podemos fazer com nossos filhos e alunos é ensiná-los a navegar por esse mar turbulento, em navios cujas velas são as páginas da grande literatura. Ler é aventura, ler é paixão." 




 
A leitura como aventura e paixão Carta na Escola 5 de novembro de 2010 às 16:36hO professor nunca deve proibir um livro. Mesmo que a obra seja ruim ou inadequada, a missão do educador é fazer o aluno entender os motivos disso. Por Moacyr Scliar O romance de Ray Brad-bury, Fahrenheit 451, publicado em 1953, fala-nos de  um futuro em que opiniões pessoais e o pensamento crítico são considerados coisas perigosas e no qual  todos os livros são proibidos e queimados: o número 451 do título refere-se à temperatura (em graus Fahrenheit) na qual o papel pega fogo. Trata-se, obviamente de ficção, mas houve momentos em que essa ficção expressou a realidade. A censura acompanhou como um sombrio espectro boa parte da história da humanidade. O próprio termo “censor”, que é latino, data do século quinto antes de Cristo, quando o Império Romano delegou a funcionários a tarefa de moldar o caráter das pessoas. Mas não só em Roma acontecia isso; na Grécia clássica, em 399 a.C., o filósofo Sócrates foi condenado à morte por difundir entre jovens ideias consideradas perigosas. Desde então, não foram poucos os regimes totalitários que prenderam ou mataram aqueles que ousavam contestá-los.A partir da invenção da imprensa, por Johannes Gutenberg, no século XV, o livro impresso passou a ser um alvo preferencial nesse processo. Já em 1559, a Igreja estabelecia o Index Librorum Prohibitorum, a lista de livros que os fiéis não podiam ler, e que teve mais de 20 edições, antes de ser definitivamente suprimida em 1966. As autoridades civis exerciam poder semelhante; em 1563, o rei Carlos IX, da França, baixou decreto estabelecendo que nenhuma obra podia ser impressa sem permissão do rei. Nos séculos que se seguiram, e sob várias formas e pretextos, livros foram proibidos e até queimados, como aconteceu na Alemanha nazista. Os motivos, ou pretextos, eram de várias ordens: morais, políticos, militares. Nos Estados Unidos, em vários lugares e por várias instituições, foram censurados livros como Chapeuzinho Vermelho (numa das versões a menina oferece vinho para a sua avó), Alice no País das Maravilhas (os animais falam com linguagem humana), a coleção Harry Potter (supostamente promove bruxaria). Numa época, direções de escolas no Rio Grande do Sul proibiram os livros de Erico Verissimo, porque achavam ser imorais.No Brasil, tivemos um período de censura severa, quando do regime autoritário (1964-1985). As razões apresentadas não raro beiravam o ridículo; numa exposição de “material subversivo” apreendido em Porto Alegre, havia um livro com a seguinte legenda: “Obra esquerdista em chinês”. Era uma Bíblia em hebraico. Mais recentemente, e nas escolas, surgiram problemas com livros que narravam cenas de sexo e de violência, às vezes selecionados por técnicos da área educacional. Por outro lado, sabemos que a disseminação da pornografia e da violência é cada vez mais frequente. E isso sem falar na questão do politicamente correto, que procura evitar palavras ou expressões potencialmente ofensivas a grupos étnicos ou religiosos, ou a opções sexuais.  Pergunta: o que devem fazer os pais e educadores diante dessa situação?Creio que uma expressão consagrada pela saúde pública aqui se aplica perfeitamente: é melhor prevenir do que remediar. E isso por uma simples razão: é tão grande o volume de informações atualmente disseminadas, não só por livros, mas também pela internet, por vídeos, pela própria tevê, que é impossível evitar o acesso de crianças e jovens a esse material. O melhor é prepará-los para que possam identificar os potenciais riscos que estão ocorrendo. Mas há um aspecto adicional. Esses riscos não são como os do fumo ou das drogas, substâncias sempre nocivas, e que, em qualquer dose, envenenam o organismo. O material veiculado pelos meios de comunicação pode se transformar numa fonte de aprendizado. É como vacinar uma pessoa: ela é inoculada com germes inativos e seu organismo preparará anticorpos que vão defender essa pessoa de doenças. Isso exige um estreitamento dos laços entre pais e professores, de um lado, e os jovens de outro. No caso da tevê, por exemplo, é muito bom que o pai ou a mãe sente ao lado da criança e converse com ela sobre o que aparece na tela. Também é muito bom que os pais leiam para os filhos quando esses ainda são pequenos. Isso, além de introduzir a criança ao mundo dos livros, representará um vínculo emocional que persistirá por toda a vida. O menino e a menina associarão o livro à imagem protetora do pai ou da mãe.Em relação à escola, vale o mesmo raciocínio. Quando um jovem me pergunta que livros deve ler, respondo: “Em primeiro lugar, aqueles que os professores indicam; eles conhecem o assunto, eles têm condições de fazer boas recomendações”. Mas nunca digo que o jovem não deve ler tal ou qual obra, tal ou qual autor. Meu aprendizado como leitor passou por livros que depois considerei tolos ou ruins. Mas isso foi útil para que eu pudesse aprender a formar o meu juízo crítico. Na leitura, a gente avança pelo método de tentativa e erro, de aproximações sucessivas.Em resumo, proibir ou censurar, não. Recomendar, debater, ensinar, sim. Vivemos num mundo cheio de imperfeições e perigos, e o que podemos fazer com nossos filhos e alunos é ensiná-los a navegar por esse mar turbulento, em navios cujas velas são as páginas da grande literatura. Ler é aventura, ler é paixão.

sábado, 8 de junho de 2013


A história dos blogs

A História dos blogs – Autor: Caio Novaes – Ano:2007/2008
Em meados de 1997, Jorn Barger, que foi autor de um dos primeiros FAQ – Frequently Asked Questions da história da internet, foi pioneiro em desenvolver um sistema onde uma pessoa poderia relatar tudo o que achasse realmente interessante na internet, e para nomear esse sistema foi utilizado o termo “weblog”.
O primeiro weblog da história ainda mantém sua forma original, podendo ser vista no site de seu criador, cujo endereço é http://robotwisdom.com, mesmo com o layout sendo considerado precário até mesmo para época, o weblog rapidamente se tornou uma sensação.
Muitas pessoas pronunciavam o “weblog” da forma que elas achavam mais conveniente, até que Peter Merholz pronunciou a palavra como se estivesse dividindo ela em duas partes, “wee-blog”, que futuramente foi encurtada, até se tornar simplesmente “Blog”.
A moda dos Blogs começou mesmo no ano de 1999, quando muitos blogueiros começaram a construir blogs para tratar sobre diversos assuntos, alguns para fazer um “diário virtual”, outros para fazer humor, política, e assim por diante, mesmo com conhecimentos intermediários em linguagens de programação e design, os blogueiros se sentiam importantes com seus blogs, eles o tratavam como jóias raras e mostravam para todo mundo como se os assuntos apresentados ali fossem algo do interesse de todos.
Nesta época, os posts, nome dado às informações adicionadas periodicamente ao blog, eram apenas links, ou seja, eram apenas pontes para um outro site, e quando um blog usava um link de outro blog, ele apontava o pioneiro como sendo o “dono do link”, com isso os blogs passaram a se autodivulgar, pois as pessoas queriam conhecer quem foi o blog que achou determinado link que estava linkado em outro blog e assim foi até que começou a surgir uma certa concorrência, os blogs mais interessantes começaram a ter muitos acessos, e acabou-se criando uma disputa, foi quando os blogueiros começaram a fazer links cada vez mais interessantes, eles não colocavam mais qualquer coisa em seus blogs, eles pesquisavam assuntos do interesse de um maior número de pessoas, e escreviam de maneira correta, eliminando palavras abreviadas usadas em chat como “vc” e escrevendo “você” por exemplo, fazendo de tudo para tentar induzir um leitor de sites a se tornar um leitor diário ou semanal do seu próprio blog.
No final do ano de 1999, tudo ficou mais fácil para pessoas que não sabiam nem o básico de linguagem de programação, ou seja, não eram expert no assunto, porém gostariam de ter um blog. Os Blogs se tornaram uma preciosa fonte de renda para empresas, que começaram a investir em sua automatização, ou seja, a partir de um template pronto e um backoffice uma pessoa leiga no assunto poderia muito bem desenvolver um blog, este backoffice seria como uma ferramenta de texto comum que ao digitar algo o sistema transformaria tudo em código Html automaticamente.
Uma das pioneiras a desenvolver um sistema para automatizar a publicação de blogs foi a empresa Blogger, uma empresa que soube como facilitar a publicação de artigos com uma interface muito simples que qualquer leigo poderia muito bem aprender e desvendar em 20 ou 30 minutos todas as suas ferramentas, sendo assim, muitas pessoas com idade acima de 12 anos já conseguiam facilmente criar o seu próprio blog, e como o custo de criação, edição e atualização era zero, o sistema de blogs se popularizou rapidamente.
Com estes sistemas totalmente gratuitos oferecidos por diversas empresas, às pessoas começaram a fazer do blog, um diário virtual, onde deixaram de colocar apenas links de sites e/ou outros blogs interessantes para escrever apenas sobre sua vida, como se fosse sua agenda pessoal que agora ficara disponível na internet, isso irritou e muito a comunidade dos antigos blogueiros, pois eles condenavam essa prática de transformar os blogs em simples “diários virtuais”, para os blogueiros mais antigos, o que caracterizava os blogs eram os links, pois era uma maneira de um blog interagir com outro sobre assuntos que talvez fosse interessante para um maior número de pessoas.
Logo no começo do ano 2000, a empresa blogger decidiu fazer de cada post uma página da web, ou seja, cada post do seu blog teria uma página só, definida por um endereço do tipo www.seublog.com.br/ano_mes_dia.html, essa inovação foi denominada “permalink” e foi muito útil para que outros interessantes sistemas fossem criados, como por exemplo o sistema de comentários, que utiliza o permalink do post para diferenciar um post do outro.
Com essa nova ferramenta de interação, ou seja, com o sistema de comentários, os blogueiros se tornaram mais escritores do que simplesmente blogueiros. Seus textos deixaram de ser apenas um texto jogado na internet para ser algo comentado por pessoas muitas vezes criticas e diretas que denunciavam até mesmo um simples erro de português, como se o seu blog tivesse a obrigação de passar uma informação seguindo os padrões de um livro, por exemplo, com direito a revisões e tudo antes de publicar um post.
No ano de 2004, surgiu uma novidade no mundo dos blogs, o feed, que nada mais é que uma ferramenta que lhe dá a oportunidade de “assinar” um blog, utilizando o endereço feed de qualquer blog é possível visualizá-lo utilizando um programa ou um leitor de feed qualquer, e tem mais, você pode repetir o processo com quantos blogs quiser, basta você ir adicionando os blogs para acompanhar as atualizações deles no mesmo lugar sem ter que visitar todos os endereços.
Os blogs rapidamente se tornaram um dos sistemas mais utilizados da internet, para se ter uma idéia, em 1999 o número de blogs não passava de 50, já no ano de 2001 eram contabilizados milhares de blogs e em 2003 eles atingiram a assombrosa média de 3 milhões de blogs, neste mesmo ano os blogs se tornaram uma febre no Brasil, e graças a esse crescimento muitas empresas decidiram traduzir seus sistemas de blogs para a língua portuguesa, oferecendo todas as ferramentas de seus sistemas originais porém adaptados para uma versão em português e de acordo com estudos, hoje são mais de 50 milhões de blogs espalhados pela rede.
Atualmente muitas empresas utilizam blogs para divulgar produtos através de um marketing viral ou simplesmente anunciando o produto via banner ou publieditoriais e outras fazem uma varredura nos blogs para saber as vontades e preferências de seus futuros consumidores para que assim possam desenvolver produtos cada vez mais ajustados ao perfil do seu consumidor.
A História dos blogs – Autor: Caio Novaes – Ano:2007/2008
"Este é o primeiro capítulo de meu livro que pretendo lançar em breve." Caio Novaes

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